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Ninão ou Bengala: quem foi o segundo maior artilheiro da era pré-Mineirão?

19 de set.
3 min de leitura

Quem foi o segundo maior artilheiro da era pré-Mineirão?

Bengala e Ninão -decáda de 1930
Bengala e Ninão -decáda de 1930

O Núcleo de Pesquisa do Cruzeiro investiga a possibilidade de Ninão e Bengala terem marcado mais gols do que os números atualmente contabilizados indicam. A ausência de registros dos placares e dos autores de gols de algumas partidas disputadas entre 1923 e 1930 pode alterar a posição dos dois atacantes no ranking dos maiores artilheiros da história do Cruzeiro.


Essa possibilidade ganhou ainda mais força durante a elaboração do Dossiê que busca o reconhecimento do título de 1926. A pesquisa identificou partidas com placares bastante elásticos durante aquela campanha, o que pode ampliar significativamente a contabilidade de gols de Giovanni Fantoni e Ítalo Fratezzi, os famosos Ninão e Bengala.


São mais de 20 jogos sem placares ou autores dos gols registrados, que não constam nem mesmo no fantastico trabalho do jornalista Henrique Ribeiro, no Almanaque do Cruzeiro 2007/2013. A esse levantamento somam-se os sete jogos do Campeonato Mineiro de 1926. A ausência dessas informações abre a possibilidade de que Ninão tenha, no mínimo, mais 20 gols com a camisa palestrina, enquanto Bengala poderia ter pelo menos mais 10.


Ninão estreou pelo clube em 1923. A existência de diversos jogos do período em que fazia parte do elenco palestrino aumenta a possibilidade de que tenha marcado entre 180 e 200 gols pelo Palestra. Nesse cenário, ficaria pouco abaixo de seu irmão, Niginho, maior artilheiro do Cruzeiro na chamada era pré-Mineirão e terceiro maior artilheiro da história do clube, atrás de Tostão e Dirceu Lopes.


Bengala, por sua vez, estreou em 1926. Segundo o almanaque e versões antigas do site do Cruzeiro, possui cerca de 170 a 172 gols. Entretanto, considerando os jogos do Campeonato Mineiro daquele ano, o atacante poderia ter alcançado entre 185 e 190 gols vestindo a camisa verde do Palestra.


Jogos do Campeonato Mineiro de 1926


Os placares registrados dos jogos do Campeonato Mineiro, pela AMET, são:

03/10/1926 Palestra 9 x 1 Fluminense

10/10/1926 Palestra 7 x 0 Avante

24/10/1926 Palestra 6 x 1 Minas

14/11/1926 Palestra 6 x 1 Olympic

09/01/1927 Palestra 10 x 1 Grêmio Ludopédio


Demais jogos com informações a serem investigadas


01/07/1923 Palestra 6 x 2 Palmeiras | Barro Preto

12/08/1923 Palestra x Atlético | Barro Preto

16/09/1923 Palestra x Sete | Barro Preto

07/10/1923 Palestra 7 x 4 Combinado-BH | Barro Preto

22/06/1924 Palestra 1 x 2 América | Campo América

21/09/1924 Palestra 3 x 3 Industrial-JF | Juiz de Fora

28/09/1924 Palestra 3 x 0 Sete | Campo América

07/12/1924 Palestra x Yale | Campo América

05/04/1925 Palestra 2 x 1 Sete | Campo América

20/10/1925 Palestra 5 x 3 Atlético | Barro Preto

12/10/1925 Palestra 2 x 0 Palmeiras | Barro Preto

02/05/1926 Palestra 1 x 2 Caçapavense | Caçapava-SP

03/05/1926 Palestra 1 x 1 Seleção de Caçapava | Caçapava-SP

19/09/1926 Palestra 3 x 3 Combinado Paulista | Barro Preto

10/10/1926 Palestra x Avante | Barro Preto

02/01/1927 Palestra x Motorista | Barro Preto

20/02/1927 Palestra 9 x 2 Fluminense | Barro Preto

05/06/1927 Palestra 9 x 1 Sete | Barro Preto

12/06/1927 Palestra 3 x 0 Guarany | Barro Preto

03/07/1927 Palestra 1 x 1 Calafate | Barro Preto

24/07/1927 Palestra 7 x 0 Alves Nogueira | Barro Preto

31/07/1927 Palestra 0 x 3 Villa Nova | Bonfim, Nova Lima

07/08/1927 Palestra 3 x 2 Palmeiras | Barro Preto

04/09/1927 Palestra 4 x 6 América | Barro Preto


Conhecendo o potencial ofensivo da dupla e o que Ninão e Bengala fizeram durante o tricampeonato de 1928, 1929 e 1930, não é impossível considerar a hipótese de que ambos tenham sido responsáveis por uma parcela significativa dos gols marcados nos jogos cujas informações permanecem incompletas.

Ataque Palestrino em 1929 - Ninão em destaque
Ataque Palestrino em 1929 - Ninão em destaque

A pesquisa, portanto, ainda está em andamento. Até que novos registros sejam encontrados e os autores dos gols possam ser identificados, os números permanecem como uma possibilidade a ser investigada.


O que já se sabe é que a ausência desses registros pode esconder uma parte importante da história dos dois atacantes e, consequentemente, alterar a posição de Ninão e Bengala entre os maiores goleadores da história do Cruzeiro.

 
 
 

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© produzido por Romero Marconi

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